quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Descobrindo-me

Perdoa-me se pareço infantil
É que às vezes, sinto-me como se ainda tivesse cinco anos de idade
Talvez seja porque estou cansada de brincar de gente grande
Ou simplesmente a utilize como uma armadura para me afastar das preocupações e responsabilidades
Sabe como é...as crianças não se preocupam com o dia de amanhã
Elas apenas vivem o presente, um dia de cada vez
E se revelam puras, dóceis e bem humoradas
Talvez seja isso que quero resgastar
Assim o dia a dia seja mais fácil e menos complicado
Não que eu queira viver a margem da realidade
Mas esses momentos me apaziguam a alma e o coração
Se estou certa ou errada...ainda estou descobrindo.

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

Apenas um dia de cada vez

Tenho só um dia para contar o que sinto
E fazer dessas 24 horas o meu diário
Contar o que vivi, pessoas que conheci
Sonhos que realizei, desventuras que passei.
Pode parecer pouco,
Mas essas horas me bastam
para contar que amei, sofri, chorei, cantei,
Sorri, venci, perdi, cai e levantei.
Sonhos...tive muitos
Alguns realizei, outros, simplesmente esqueci
Mas os amigos que fiz...esses, eu guardo com carinho.
Às vezes tenho a impressão que não vivi e não consegui realizar
A metade daquilo que gostaria
Mas essa é outra conversa.
O que importa mesmo é que as
agruras da vida não me derrubaram
Ao contrário, foram elas que me deram forças para prosseguir
Afinal, nem tudo na vida são flores, os espinhos fazem parte da caminhada, não é mesmo?
Sei que às vezes não sou muito compreensível, afinal, qual mulher o é?
Somos um ser enigmático, que reúne várias personalidades
Complicadas e perfeitinhas
Mulher de fazes
Amélia
Gabriela
Maria
Porcina
Ana
Tieta
Clarice
E tantas outras.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

Colcha de Retalhos



Pedaço por pedaço
Assim ela tentava unir os retalhos de tecidos cortados milimetricamente
Estampas florais, xadrezes e poás de diversas tonalidades
Iam se juntando num balé estonteante
Era como uma operação cirúrgica
Ela ficava horas costurando com apreço
Ia dormir pensando nos quadrados e desenhos formados por eles...era perfeccionista
A colcha, que por semanas tecia, como uma aranha que molda sua teia, enfim ficou pronta
O coração despedaço, esse, não deu para costurar.

Segredo

Queria saber quem era você
Por detrás dessa máscara
Sem esses rígidos disfarces
Com o rosto transparente.

Queria saber o que pensa
Despido dos preconceitos
Liberto dos pensamentos
Neste deserto barulhento.



Queria saber o motivo
Desse rebuscado tormento
Que envolve o sentimento
E oculta o sofrimento.

Queria saber o que muda
Nesse triste testamento
Que gerou descontentamento
Da existência inebriada.

Queria saber se há cura
Para esse medo dilacerante
Que fere a alma cortante
Nesse segredo inconfessável.