segunda-feira, 29 de novembro de 2010

Meu velho amigo Guarany

Por Ana Borges
Quantas são tuas histórias, tuas lembranças e tuas glórias.
Foste palco da História do Brasil, da República, da Abolição e até da música.
Foste solo sagrado para artistas, abolicionistas e políticos em momentos profícuos.
Mas um dia, meu velho, as labaredas contigo acabaram.
E na memória as lembranças restaram
Daquela época que no passado ficou.
Hoje, te vendo revigorado com os alicerces reforçados e recém-inaugurado,
Voltas a brilhar, todo iluminado
Aguardando que no teu solo sagrado,
Um espetáculo novo e esperado Acorde do sonho forçado o velho amigo adormecido.

Mãos dadas

Por Ana Borges
A mão que seguro parece para mim uma fortaleza. Ela me transmite segurança, paz e serenidade e me faz sentir que posso trilhar o caminho sem medo. A mão amiga que toco agora, me faz lembrar do acalento que recebi em momentos difíceis e também os cumprimentos pelas minhas vitórias e sonhos alcançados.
Essa mão que seguro me faz lembrar da minha infância, quando caminhava pelas ruas segurando a mão de minha mãe. Essa mão que na hora do medo e da angústia me trazia de volta ao caminho, ao prumo.
É interessante como as mãos nos dizem tanto. Elas que dão carinho, corrigem, alertam e apontam o caminho e nos mostram opções diferentes daquilo que conhecemos. As mãos que enxugam lágrimas e que abençoam, que acenam na hora da partida e se entrelaçam na hora da chegada. Mãos que se unem na hora da oração e se levantam na hora do agradecimento.
Mãos como essas que agora escrevem essas palavras, quem sabe sem sentido ou expressando sentimentos e emoções outrora já vividos.

Cadê a banana?

Por Ana Borges
O barulho não era desconhecido. Abri a porta, joguei a mochila no sofá, fui correndo para a cozinha. Lá estava ele a triturar aquelas pobres e macias frutas. Ela jogava açucar, leite e aveia e o barulho aumentava, ficava ensurdecedor.
Eu recostada no canto da parede só observando o movimento, esperei a hora de entrar em cena. De repente o barulho cessou, o botão desapertado, a tomada desligada, as hélices silenciaram. Ela já estava pronta, a bebida que saciaria a minha fome.
Mamãe olhou para trás e percebeu a minha presença, pegou o copo, encheu-o e veio em minha direção. Num movimento súbito dei o primeiro gole, olhei para ela desapontada. A vitamina que todos os dias preparava para mim, não tinha a minha fruta preferida, a banana.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Festival da Cultura Nordestina"Cubatão Danado de Bom"

O primeiro festival da cultura nordestina de Cubatão foi realizado de 4 a 7 de novembro, no Kartódromo Municipal. O evento ofereceu mais de 25 horas de apresentações musicais ressaltando as raízes nordestinas. Os mais diferentes ritmos como o forró, maracatu e o baião embalaram as tardes e noites das mais de 50 mil pessoas que passaram pelo local nos quatro dias do evento.
O Festival reuniu artistas de diferentes estados daquela região do país, tornando Cubatão a cidade mais noredestina fora do Nordeste. A festa contou com shows de artistas de destaque no cenário nacional como Banda Cheiro de Amor, Elba Ramalho, Alceu Valença e Banda Calypso que agitaram as noites e durante o dia, o público pôde acompanhar apresentações artísticas de grupos e cantores da região e de outras cidades e aproveitar os pratos típicos nos restaurantes e lanchonetes nordestinos.
Texto: Morgana Monteiro